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Igreja de São Gonçalo do Amarante vai ser reconstruída

*paulo antônio - mai/99

Alicerce da Igreja, mai/99A paróquia de N. S. do Bom Sucesso inicia ainda este mês (maio de 99) a mobilização da população católica da cidade para a reconstrução da igreja de São Gonçalo do Amarante, construída no início do século XVIII, à margem da estrada velha que ligava Caeté a Sabará e da qual só restam vestígios.

Da igreja, construída atrás do Morro Serrote e que pode ter sido a primeira da cidade, só restam no local os alicerces e algumas colunas, além da sua história.

A nova estrada Caeté-Sabará, com pavimentação asfáltica, se deslocou da igreja. O caminho velho, estreito, próprio para o transporte animal da época, permanece como um vale fácil de se distinguir no meio do mato.

Os restos da construção da igreja mostram o muro de arrimo à margem direita da estrada, no sentido Caeté a Sabará e, no platô, as bases da pequena igreja que já estava em ruínas pelos idos de 1940 e teria desaparecido por volta de 1950.

O Acontece visitou o local terça-feira, por volta de meio dia, com o padre Marcilon e Edson Divino Peixoto, provedor da irmandade do Santíssimo Sacramento, que vêm buscando há mais de um ano a sustentação legal para a reintegração do patrimônio histórico à igreja e a reconstrução da capela.

Eles acabavam de sair de uma reunião no escritório da Barbará, onde acertavam os detalhes para o reconhecimento e a reintegração do terreno à igreja. Ele está circundado por terras que a Barbará vendeu recentemente para Eugênio Paceli Xavier, entre a estrada asfaltada até os limites da área da igreja.

O terreno vendido é de 12 mil m² e não conteria o pertencente à igreja.

Segundo padre Marcilon, ele está programando uma procissão da matriz até o local, para o dia 30 de maio, domingo, onde será celebrada uma missa e fincada uma cruz, como ponto de partida para a reconstrução da igreja.

O evento ocorrerá este mês, quando faz aniversário da primeira remessa de donativos feita pelo bispo do Rio de Janeiro, dom frei Antônio de Guadalupe, em 25 de maio de 1725, para a construção da igreja.

Peças da igreja estão espalhadas pela cidade

Os primeiros recursos para a construção da igreja foram remetidos pelo bispo do Rio de Janeiro em 1725, quando deve ter se iniciado a construção da igreja de São Gonçalo do Amarante. O seu desmoronamento, provavelmente por abandono, aconteceu por volta de 1950.

No local, não é difícil para nenhum leigo identificar entre os restos do alicerce de pedras os compartimentos da igreja, como a área do altar e a sacristia.

Junto ao local onde seria a porta de entrada, ainda há restos de colunas. Entre a plantação no local, o padre Marcilon identificou vários pés de palma.

Ele já sabe também que peças e pedras da igreja estão espalhadas pela cidade. O sino seria o que serve hoje a Vila Vicentina de José Brandão. Mas há peças, como colunas, pedras e blocos levados como adornos para residências e casas comerciais, em alguns casos já identificados.

O esforço pela reconstrução da igreja pode levar também a uma campanha para a recuperação das peças que a compõe.

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