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Reciclagem se torna um negócio promissor

*Ana Paula Franco

Pets coletada e picadas

O plástico que vai no meio do lixo domiciliar para o caminhão de coleta e que termina no lixão, pode ter um destino econômico, gerar emprego, renda e novos produtos. É este segundo caminho que Paulo Noronha está trilhando.

O depósito de materiais plásticos para reciclagem, localizado ao lado do ginásio poliesportivo, foi fundado há quase dois anos por Paulo Noronha, que administra o negócio. A idéia de juntar materiais plásticos para reciclagem partiu de Paulo que contou com o apoio do então sócio, João Carlos Coelho, para o andamento do projeto.

Segundo Paulo, ele voltou para Caeté há três anos com essa idéia na cabeça, passou a juntar materiais plásticos com o objetivo de vender para indústrias de materiais recicláveis. Paulo ressaltou que a sociedade com João Carlos foi fundamental para a viabilização do projeto, mas que a sociedade não tem nenhum envolvimento por parte da Prefeitura de Caeté.

O depósito conta, atualmente, com seis funcionários que trabalham dentro do estabelecimento e sete pessoas que coletam o plástico nas ruas.

Eles coletam o material plástico, como pets de refrigerantes, frascos de material de limpeza e embalagens plásticas em geral. Todo o material coletado é separado e picado por uma máquina, quando fica pronto para ser vendido para as fábricas de materiais reciclados.

De acordo com Paulo, a produção é vendida para Belo Horizonte e Governador Valadares. Segundo ele, a demanda por plástico já trabalhado, semipronto, é grande nas indústrias pois elas poupam o trabalho que teriam para coletar, separar e picar o plástico.

Paulo afirma que o principal objetivo é produzir o produto final aqui em Caeté. Mas, para isso, será necessário a triagem de pelo menos 50 toneladas de plástico por mês. "A intenção é montar uma indústria de produtos reciclados na nossa cidade. Para a concretização deste objetivo é necessário o apoio de todos, para aumentar a quantidade coletada de plástico todo mês", diz Paulo Noronha.

De acordo com Paulo, a triagem de plástico é feita na cidade, através de gaiolas colocadas em diversos pontos, de pessoas que juntam e vendem para o depósito, e vem também de cidades próximas, como Sabará e São Gonçalo do Rio Abaixo.

Paulo disse que a quantidade de material coletado vem aumentando a cada dia, mas ainda é muito pouco. Segundo ele, falta a conscientização da população e que ele pretende trabalhar, a princípio, com as crianças nas escolas. "É muito importante começar o trabalho pelas crianças. Elas têm maior disposição e, com certeza, vão incentivar os pais e familiares a juntar e separar todo o lixo plástico disponível em suas casas."

Ele afirma, ainda, que é uma ótima oportunidade para as escolas angariar recursos com a venda do material plástico ao depósito.

Segundo Paulo Noronha, eles estão precisando espalhar pela cidade mais gaiolas para coleta. Para isso, eles precisam de patrocínio. Os interessados em contribuir com as gaiolas ou quem quiser juntar material plástico em maior quantidade, é só ligar no Disque Coleta: 9970-8109.

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