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Joel
Matias
Sagrada arte!
*paulo antônio e Ana
Paula
Quem chega à oficina
de artes do Joel, na Quintas da Serra, tem na salinha, logo na entrada,
uma amostra genial do trabalho que é desenvolvido nas muitas salas do
prédio de dois pavimentos, por ele e mais três auxiliares.
Na salinha, dispostos
sobre a mesa de madeira, estão uma série de chaveiros de Nossa Senhora
do Bom Sucesso (Caeté) e de Nossa Senhora de Nazareth (Morro Vermelho).
Os chaveirinhos estão sendo confeccionados.
Em bronze, com fotos
originais de cada santa, os chaveirinhos vão sendo exaustivamente
trabalhados, polidos, quase como uma pedra preciosa. Um a um,
meticulosamente. Cada lote de 100 chaveiros demora cerca de 15 dias para
ser concluído.
Joel Matias dos Santos,
47 anos, paulista, é um nome respeitado e símbolo das artes e ofício
quando se fala em artesanato em Caeté. A maioria das pessoas cita o seu
trabalho como de arte sacra. Em boa parte o é. Mas vai muito além.
No prédio entra a
matéria bruta, que Joel não discrimina – pedra, couro, bronze,
metal, madeira –, que se transformam em verdadeiras preciosidades,
como imagem, porta-jóias, porta-retrato, filigranas etc.
O destino do trabalho,
nem Joel sabe ao certo. É o mundo. Dizem que uma de suas peças está
no Vaticano. Joel fala pouco e sintetiza que jura que não sabe.
Pergunto em quais países tem trabalhos feitos por ele. Ele se esquiva,
mas deixa escapulir: "mais difícil é saber onde não tem".
As peças feitas por
Joel, normalmente atendem a encomendas de autoridades eclesiásticas
principalmente, que as utilizam para presentes a superiores do clero. |
Capa
Miniaturas
das imagens das padroeiras
A
arte, por acaso
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