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Morro
Vermelho
O distrito do Morro Vermelho tem uma
história cheia de emoções, de dores, mas também de beleza. Palco da primeira guerra civil do país, a
Guerra dos Emboabas, abrindo brecha para a Independência da Colônia, foi também
o cenário de uma peste que dizimou a população. Com tantos lances épicos, a população
transmite, de geração a geração, sempre por via oral, a história, os mistérios,
os ritos da cavalhada, os segredos de receitas caseiras, entre hábitos e
costumes peculiares. Também neste palco histórico, entre a
história e a religião, nasce entre seus 938 habitantes, o incremento do turismo
moderno, ecológico, tendo como pilar a Cachoeira de Santo Antônio, além de um restaurante e hotel, de estilo atual,
que convivem olimpicamente com os velhos casarões e danças folclóricas de pelo
menos três séculos. Entre as tradições que alimentam a economia
local estão o bordado (principal produto do artesanato - em toda casa tem uma
bordadeira), o doce caseiro, o queijãozinho caseiro; tudo confeccionado a
partir de receitas exclusivas, herdadas de há muitas gerações. As principais atrações turísticas do Morro
Vermelho são: Pedro do Sino - Curiosa pedra que, tocada com algum objeto, soa como
um sino Horto do Cutão - Área de 580 alqueires que pertenceu ao Barão da
Estrela, constituindo-se numa reserva natural com vegetação exótica Casa de Apuração do Ouro -
Vestígios, em Vira Copos, da Casa onde se fazia toda
a apuração do ouro. Estima-se que a região já era habitada em 1650. Hoje ainda
existem vestígios e ruínas de antigas construções da Casa de Apuração do Ouro,
no lugar denominado Carrancas, e também da igreja destruída em 1940 por fogo
proveniente de um roçado de milho vizinho.
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