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Contra-dança Caeté tem um folclore rico,
concentrado principalmente no distrito de Morro Vermelho, onde a população
tenta com dificuldades conservá-lo. A Contra-dança é uma dessas manifestações
que já quase não se representa por falta de participantes. O nome vem de contra a dança
convencional, feita de homens e mulheres. Na contra-dança dançavam,
inicialmente, homens com homens, metade deles vestidos de mulher (hoje em dia
já dança o casal mesmo). Data, pelo que se conhece, do
início da povoação no arraial de Morro Vermelho, em 1700. Ela é conhecida em
dois estilos. Caboclo ou índio e a portuguesa. Cada estilo relembra e traduz
sua raça. A segunda é a mais antiga. Ao que
parece, a dança surgiu com a colonização portuguesa no Brasil. Era programada
para divertir os grandes senhores. Ela se desenvolve em qualquer espaço, com os
figurantes ao ritmo de música, passos e manejos típicos. São ao todo oito peças a serem
executadas e dançadas. No início e no final de cada peça, a banda exibe uma
valsa e inicia-se com um apito do marcador. Entre os dançarinos, existe o coice
e o guia. Estes são os dois pares principais do desenrolar da contra-dança. Os
dançarinos podem ser em qualquer número par. A do estilo índio ou caboclo provém
de 1888, quando da libertação dos escravos. Para comemorar a vitória, os
negros, que já sentiam uma grande influência dos índios, desenvolvem esta dança
mestiçada. Revivendo vários detalhes
utilizados pelos índios, como os nomes de Papai-vovô, Mamãe-vovó, caciquinho
etc. Os dançarinos, cantam versos, encenando uma peça indígena. |
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