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Cavalhada
A exemplo de Carlos Magno, que
colocava as tropas sob a proteção de Nossa Senhora Auxiliadora, comemorando
sempre com festividades em honra da Virgem, em Portugal se fez semelhante, mas
sob a invocação de Nossa Senhora de Nazaré, muito venerada na cidade do mesmo
nome, no litoral português. Em Constantinopla, longe de seu
país, quiseram os portugueses festejar o dia da padroeira –8 de setembro–, como
se fazia em Nazaré. Entretanto, tiveram que solicitar do Imperador bizantino a
autorização para a realização, ali, daquelas festividades. Este não só
concordou como também, com seus "cavaleiros", se juntou a eles e
participou das festividades. Supõe-se que a escolha dessa
invocação, como protetora dos Cruzados portugueses, tinha a sua razão fundada
numa belíssima lenda que conta a história de um cavaleiro-caçador que se salvou
milagrosamente, à margem de um abismo, pela intercessão da Virgem de Nazaré.
Esta lenda está retratada numa bela pintura no teto da nave central da igreja
matriz do Morro Vermelho. Daí pra frente, daquilo que
conhecemos de outras regiões, a "Cavalhada do Morro Vermelho", não
tem as suas raízes fundadas nas fabulosas façanhas dos cavaleiros de Carlos
Magno e nem é simples competição esportiva. Possui características particulares e se identifica perfeitamente com o espírito português. Trazida por eles, há séculos, é ali até hoje realizada, no dia 7 de setembro, à noite, com grande pompa, na véspera da festa de Nossa Senhora de Nazaré, preservadas suas características originais.
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