Como o leitor pode perceber minha presença no blog tem sido ocasional. Não é falta de tempo. Isto a gente sempre arranja. Até porque, quando começo a escrever o texto já está pronto. É só questão de materializá-lo.
Também não é falta de assunto. Ao contrário. O excesso de bobagens que vejo (pelo menos do meu ponto de vista), transborda. Eu quero escrever e não consigo mais selecionar os assuntos, priorizar temas. Estou mais ou menos como um ET que acabou de chegar e não está entendendo nada.
O IPEA anunciou logo após a eleição que a capacidade instalada de geração de energia elétrica no Brasil não permite o país crescer mais que 3% ao ano. O governo, em campanha por reeleição, embromava que o país tinha sido preparado para crescer. Estávamos com um dos menores crescimentos da América Latina e do mundo, as medidas tomadas pelo governo nos últimos quatro anos (já que antes do governo do Lula o Brasil não existia…), era para colocar o país exatamente neste caminho.
Ontem o Ministério do Planejamento revisou a meta de crescimento para este ano, baixando-a de 4% para 3,2%, o que ainda é visto com ceticismo pelo mercado. Lula desdenhou a nova previsão, afirmando que preferia esperar as coisas acontecerem. Pô, Lula vai reverter esta taxa a um mês do final do ano.
O Brasil anda sendo feito de muita conversa. E conversa, blá-blá-blá, não gera riqueza.
Eu sou filho de negro, tenho sangue negro nas veias e cabelo ruim (aliás, até que já melhorou bem). Meu filho, quando ainda no colo, adorava alisar com os dedinhos o próprio cabelo pra dormir. Às vezes, ele enrolava o cabelo da mãe dele. O meu, ele recusava ou o pegava para me gozar: “ipeta” (traduzindo: “espeta”). Aliás, meu filho está mais para arianodescendente do que para afrodescentente, mas eu o chamava por esta época de “meu preto”.
Nasci pelado, sem dente, careca, meio preto, pobre. Dei duro a vida inteira para sobreviver. Meu primeiro coleguinha de escola, lá em Pitangui, era preto e filho de uma negra que os rapazes da vizinhança pegavam. Ou seja, era prostituta. Eu tinha seis anos, mas não era bobo. No quarto ano do fundamental, naquelas carteiras escolares que se sentavam dois alunos em cada uma, meu companheiro era um menino preto e homossexual (o que era meio raro por aqueles tempos e extremamente discriminado).
Na faculdade, chorei o dia que uma colega que eu aprendi a gostar em poucos meses, abandonou o curso ainda no primeiro ano. Eu era o único aluno que conversava com ela, que era “massagista” e discriminada pela turma. Nossa despedida foi no último dia que ele foi à faculdade, exclusivamente para levar o convite de casamento dela só para mim. Eu chorei, ela chorou, nos despedimos e nunca mais a vi. Mas nunca esqueci aquele gesto de carinho de que, raras vezes, fui alvo.
Não sei o que é discriminar.
Vejo discriminação por todos os lados. Pessoas que são feias, são pobres, são deficientes e até por serem negras. Agora tem a Constituição que proíbe a discriminação, com prisão sem direito a fiança. Se você chamar um negro de negro, é crime. Gozado é que se você chamar alguém de “loura” (que agora virou sinônimo de burra, não é considerado discriminação)… Você pode virar a cara pra ela na rua, mas não pode chamá-la de negra, como ela de fato o é. No máximo deve citar que ela é afro-descendente.
É por isso que eu chamo meu amigo Nelson, uma pessoa que eu gosto pra caramba, de “meu amigo branquinho”. Pra quem está perto e estranha, eu explico “Num é não, mas se eu chamar de pretinho pode dar problema…”.
Discriminação pra mim está no sentimento e nas atitudes que são tomadas em relação às pessoas -seja porque são negras, ou pobres, ou feias, ou deficientes, ou homossexuais, ou prostitutas… Eu tenho dó é da sociedade que não sabe respeitar as diferenças.
O governo, por exemplo, criou o sistema de quotas para negros nas universidades. Aí eu fico pensando cá com meus desbotados botões: o governo vai garantir lugar para eles no mercado de trabalho depois de formados?
Como o Brasil tem cultura de resolver problemas por decreto, pode ser que mais um dos milhares de decretos seja assinado pelo Exmo. Sr. Presidente da República declarando extinta a discriminação no Brasil. Afinal, ninguém chama mais o negro de negro.
Mas o branco (e as louras -por que não os louros?) continua vendo-o só como um negro.
Olha aí, a Megasena está acumulada: a previsão de prêmio para o teste de hoje é de algo em torno de R$ 18 milhões! Eu não apostei porque hoje, sábado, as duas casas lotéricas que existe na minha região, que significa mais da metade da cidade e o centro comercial dela, estava fechadas, sem qualquer justificativa…
Mas digamos que seja você o feliz ganhador. Você já imaginou o que fazer com R$ 18 milhões na sua vida? Na Caderneta de Poupança, sem risco, dá R$ 90 mil de JUROS por mês. Dá para gastar R$ 3.000 por dia! Se você não dormir, pode gastar R$ 125 por hora, durante 24 horas por dia, pelo resto da vida, sem danos no patrimônio -se, também, claro, você confia nos índices de correção do governo. Prá nóis que é pobre, é dinheiro pra cacete!
Pois o último(?) escândalo político no país, envolvendo agora o advogado e deputado federal eleito pelo PT/MG, Juvenil Alves, segundo estimativas da Receita Federal, teria resultado em prejuízo de R$ 1 bilhão aos cofres públicos, em esquema de sonegação fiscal e evasão de divisas por meio de offshores, principalmente no Uruguai e na Espanha.
Pois é só mais um dos pequenos escândalos que chegaram ao conhecimento do público nos últimos dois anos, envolvendo ministros, secretários, deputados, políticos e outros agentes íntimos do poder, tão pequenos que passam despercebidos até para o presidente da República que nunca soube de nada, mesmo nos casos que nasciam nas salas ao lado da sua.
O último escândalo, do advogado e deputado eleito, é o equivalente ao 55 megasenas daquela citada acima. Veja que é o correspondente a um prêmio idêntico ao da megasena acumulado pago por semana, durante um ano, com direito a um prêmio extra, como 13º salário.
Repisando, este é só o valor do último escândalo político-financeiro do país – R$ 1 bi. Somos ou não somos o país mais rico do mundo!
Sabe de uma coisa!?
Gaaaaallllllôôôôô!!!!!!!!!!
Aliás, o governador Aécio Neves tem um problemão nas mãos. O estado pode perder o Atlético Mineiro a qualquer momento. Afinal, o time não cabe mais no Brasil!
Ainda bem que o campeonato acabou. Nos últimos meses, a movimentação da torcida provocou o caos no espaço aéreo brasileiro, congestionamentos em Belo Horizonte e por fim deixou claro que o Mineirão é pequeno para a torcida!. Hoje, num simples jogo contra o América (RN), que nem valia mais nada para o Atlético, precisou abrir os estádios Mineirão e Independência. Mesmo com a Fifa se recusando a autorizar que o jogo fosse dividido com um tempo jogado em cada campo, de cada estádio!
Também não é falta de assunto. Ao contrário. O excesso de bobagens que vejo (pelo menos do meu ponto de vista), transborda. Eu quero escrever e não consigo mais selecionar os assuntos, priorizar temas. Estou mais ou menos como um ET que acabou de chegar e não está entendendo nada.
O IPEA anunciou logo após a eleição que a capacidade instalada de geração de energia elétrica no Brasil não permite o país crescer mais que 3% ao ano. O governo, em campanha por reeleição, embromava que o país tinha sido preparado para crescer. Estávamos com um dos menores crescimentos da América Latina e do mundo, as medidas tomadas pelo governo nos últimos quatro anos (já que antes do governo do Lula o Brasil não existia…), era para colocar o país exatamente neste caminho.
Ontem o Ministério do Planejamento revisou a meta de crescimento para este ano, baixando-a de 4% para 3,2%, o que ainda é visto com ceticismo pelo mercado. Lula desdenhou a nova previsão, afirmando que preferia esperar as coisas acontecerem. Pô, Lula vai reverter esta taxa a um mês do final do ano.
O Brasil anda sendo feito de muita conversa. E conversa, blá-blá-blá, não gera riqueza.
Eu sou filho de negro, tenho sangue negro nas veias e cabelo ruim (aliás, até que já melhorou bem). Meu filho, quando ainda no colo, adorava alisar com os dedinhos o próprio cabelo pra dormir. Às vezes, ele enrolava o cabelo da mãe dele. O meu, ele recusava ou o pegava para me gozar: “ipeta” (traduzindo: “espeta”). Aliás, meu filho está mais para arianodescendente do que para afrodescentente, mas eu o chamava por esta época de “meu preto”.
Nasci pelado, sem dente, careca, meio preto, pobre. Dei duro a vida inteira para sobreviver. Meu primeiro coleguinha de escola, lá em Pitangui, era preto e filho de uma negra que os rapazes da vizinhança pegavam. Ou seja, era prostituta. Eu tinha seis anos, mas não era bobo. No quarto ano do fundamental, naquelas carteiras escolares que se sentavam dois alunos em cada uma, meu companheiro era um menino preto e homossexual (o que era meio raro por aqueles tempos e extremamente discriminado).
Na faculdade, chorei o dia que uma colega que eu aprendi a gostar em poucos meses, abandonou o curso ainda no primeiro ano. Eu era o único aluno que conversava com ela, que era “massagista” e discriminada pela turma. Nossa despedida foi no último dia que ele foi à faculdade, exclusivamente para levar o convite de casamento dela só para mim. Eu chorei, ela chorou, nos despedimos e nunca mais a vi. Mas nunca esqueci aquele gesto de carinho de que, raras vezes, fui alvo.
Não sei o que é discriminar.
Vejo discriminação por todos os lados. Pessoas que são feias, são pobres, são deficientes e até por serem negras. Agora tem a Constituição que proíbe a discriminação, com prisão sem direito a fiança. Se você chamar um negro de negro, é crime. Gozado é que se você chamar alguém de “loura” (que agora virou sinônimo de burra, não é considerado discriminação)… Você pode virar a cara pra ela na rua, mas não pode chamá-la de negra, como ela de fato o é. No máximo deve citar que ela é afro-descendente.
É por isso que eu chamo meu amigo Nelson, uma pessoa que eu gosto pra caramba, de “meu amigo branquinho”. Pra quem está perto e estranha, eu explico “Num é não, mas se eu chamar de pretinho pode dar problema…”.
Discriminação pra mim está no sentimento e nas atitudes que são tomadas em relação às pessoas -seja porque são negras, ou pobres, ou feias, ou deficientes, ou homossexuais, ou prostitutas… Eu tenho dó é da sociedade que não sabe respeitar as diferenças.
O governo, por exemplo, criou o sistema de quotas para negros nas universidades. Aí eu fico pensando cá com meus desbotados botões: o governo vai garantir lugar para eles no mercado de trabalho depois de formados?
Como o Brasil tem cultura de resolver problemas por decreto, pode ser que mais um dos milhares de decretos seja assinado pelo Exmo. Sr. Presidente da República declarando extinta a discriminação no Brasil. Afinal, ninguém chama mais o negro de negro.
Mas o branco (e as louras -por que não os louros?) continua vendo-o só como um negro.
Olha aí, a Megasena está acumulada: a previsão de prêmio para o teste de hoje é de algo em torno de R$ 18 milhões! Eu não apostei porque hoje, sábado, as duas casas lotéricas que existe na minha região, que significa mais da metade da cidade e o centro comercial dela, estava fechadas, sem qualquer justificativa…
Mas digamos que seja você o feliz ganhador. Você já imaginou o que fazer com R$ 18 milhões na sua vida? Na Caderneta de Poupança, sem risco, dá R$ 90 mil de JUROS por mês. Dá para gastar R$ 3.000 por dia! Se você não dormir, pode gastar R$ 125 por hora, durante 24 horas por dia, pelo resto da vida, sem danos no patrimônio -se, também, claro, você confia nos índices de correção do governo. Prá nóis que é pobre, é dinheiro pra cacete!
Pois o último(?) escândalo político no país, envolvendo agora o advogado e deputado federal eleito pelo PT/MG, Juvenil Alves, segundo estimativas da Receita Federal, teria resultado em prejuízo de R$ 1 bilhão aos cofres públicos, em esquema de sonegação fiscal e evasão de divisas por meio de offshores, principalmente no Uruguai e na Espanha.
Pois é só mais um dos pequenos escândalos que chegaram ao conhecimento do público nos últimos dois anos, envolvendo ministros, secretários, deputados, políticos e outros agentes íntimos do poder, tão pequenos que passam despercebidos até para o presidente da República que nunca soube de nada, mesmo nos casos que nasciam nas salas ao lado da sua.
O último escândalo, do advogado e deputado eleito, é o equivalente ao 55 megasenas daquela citada acima. Veja que é o correspondente a um prêmio idêntico ao da megasena acumulado pago por semana, durante um ano, com direito a um prêmio extra, como 13º salário.
Repisando, este é só o valor do último escândalo político-financeiro do país – R$ 1 bi. Somos ou não somos o país mais rico do mundo!
Sabe de uma coisa!?
Gaaaaallllllôôôôô!!!!!!!!!!
Aliás, o governador Aécio Neves tem um problemão nas mãos. O estado pode perder o Atlético Mineiro a qualquer momento. Afinal, o time não cabe mais no Brasil!
Ainda bem que o campeonato acabou. Nos últimos meses, a movimentação da torcida provocou o caos no espaço aéreo brasileiro, congestionamentos em Belo Horizonte e por fim deixou claro que o Mineirão é pequeno para a torcida!. Hoje, num simples jogo contra o América (RN), que nem valia mais nada para o Atlético, precisou abrir os estádios Mineirão e Independência. Mesmo com a Fifa se recusando a autorizar que o jogo fosse dividido com um tempo jogado em cada campo, de cada estádio!