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    Desabafo Celeste

    Como eu havia dito, na semana passada, não irei continuar escrevendo sobre a Copa do Brasil. Interrompo este trabalho e peço desculpas ao Almir Valença e ao Diego Dutra, pessoas que, insistentemente, pediram para que eu relembrasse as grandes conquistas do Cruzeiro nessa competição. O motivo pelo qual tomo essa postura é simples: Vergonha! Vergonha de um time Grandioso que, a exemplo de alguns outros por aí, esqueceu de continuar escrevendo sua história. Vive hoje sustentado apenas pelas sombras dos guerreiros do passado. Uma instituição que move oito milhões de corações apaixonados, que, por sua vez, recebem como gratidão por esse amor o descaso e desrespeito por parte dos atletas e da atual administração.
    Houve o tempo em que ser Cruzeirense era motivo de orgulho e respeito. Hoje ser Cruzeirense é uma questão de perseverança e sustentabilidade da honra. Tornamo-nos um time que vive do passado e ninguém, fora o torcedor, move uma palha para mudar essa situação. Estávamos acostumados a ver um Cruzeiro forte, temido, competitivo defendendo e conquistando títulos contra o Palmeiras de Veloso, Cafu, Rivaldo e Luizão; contra o são Paulo de Ceni, Edmilson, Belleti e Raí; contra o Flamengo de Júlio César e Felipe. Episódios estes que fizeram do Cruzeiro o maior e o mais temido da Copa do Brasil, porém uma bela história vem sendo ofuscada por um time que permite ser derrotado e desonrado por times de Série B. Estamos vendo outros times de grandezas infinitesimalmente menores tomando nosso lugar, e o pior de tudo isso é perceber que apenas nós torcedores nos importamos.
    A eliminação do Cruzeiro na Copa do Brasil serviu para estampar a incompetência, a falta de vontade e o descaso com a Camisa Celeste. Ao término da partida fomos obrigados a ouvir o Dr. Gilvan direcionar, com grande infelicidade, palavras ríspidas contra o trabalho do Mancini. Não venho defender o treinador, pelo contrário, desde sua chegada eu venho neste espaço pedindo sua cabeça, mas quando digo que o Gilvan é infeliz em suas palavras me refiro ao fato de sua postura ter sido aplicada ao treinador somente após o time ter sido eliminado. Será que foi preciso chegar a tal ponto pra que ele pudesse perceber que o Mancini nunca foi treinador ao nível do Cruzeiro? Será que só agora ele percebeu que o elenco é limitado? Será que só agora houve a percepção de que o time é preguiçoso? Que não tem comando? Que não tem liderança? Que não tem espírito competitivo?
    Acima de qualquer status, de qualquer política idiota que rege dentro do futebol, acima de qualquer rivalidade, acima de qualquer gringo afamado, de qualquer garotinho de pop star de Ipanema, existe um coração dentre oito milhões que doa a vida por esse Clube se isso for preciso. O torcedor merece respeito, cansei de vir aqui pedir para a torcida não desanimar, não desistir e apoiar, mas fazendo isso me sinto um membro dessa corja maldita que só sabe abrir a boca no microfone, inventando desculpas chinfrins, e não faz nada para melhorar.
    Peço desculpa pelo desabafo, mas acredito que estas palavras não são apenas minhas, mas sim de toda uma nação azul recente, que viu, e não simplesmente ouviu dizer sobre um Cruzeiro Supremo. Já dizia o velho ditado: “Quem vive de passado é... Atleticano”.
    “Das Malvinas ao Suriname, Cruzeiro Sempre!”
    17-05-12 - 18:57:24 - Sem comentários ainda

    Rumo ao Penta (Parte I)

    Após ser eliminado da etapa final do Campeonato Mineiro, restou ao Cruzeiro reunir forças para o segundo mais importante desafio nacional, a Copa do Brasil. Atendendo alguns pedidos, resolvi relembrar as grandes vitórias do Cruzeiro nessa competição. Inicio este trabalho, esperançoso em poder dar continuidade ao mesmo, visto que a publicação dessas páginas se dará de acordo com a permanência do Cruzeiro na edição deste ano. Como escrevo antes das quartas-feiras, estarei sempre sujeito a cometer algumas gafes, mas acredito que teremos um trabalho completo que nos permitirá viajar nesses momentos nostálgicos carregados de emoções e que nos trazem esperanças para escrever a quinta pagina dessa história.
    Copa do Brasil 1993 - A campanha - Primeira fase Ida: Desportiva 1 x 1 Cruzeiro ( Engenheiro Araripe- ES) – Volta: Cruzeiro 5 x 0 Desportiva ( Mineirão). Oitavas de final ida: Náutico 1 x 0 Cruzeiro ( Aflitos) – volta: Cruzeiro 2 x 0 Náutico (Mineirão). Quartas de final ida: São Paulo 1 x 2 Cruzeiro ( Morumbi) – Volta: Cruzeiro 2 x 2 São Paulo (jogaço no Mineirão). Semifinal Ida: Cruzeiro 3 x 1 Vasco ( Mineirão) – Volta: Vasco 1 x 1 Cruzeiro (Maracanã).
    30/05/1993, Domingo, Final – Ida: Grêmio 0 x 0 Cruzeiro (Olímpico).
    Juiz: Márcio Rezende de Freitas; Publico: 31.385
    Grêmio: Eduardo, Luiz Carlos Winck, Paulão, Luciano e Dida; Jamir, Juninho e Dener; Gilson (Charles) e Carlos Miguel. Téc.: Sérgio Cosme.
    Cruzeiro: Paulo César, Zelão, Célio Lúcio, Luizinho e Nonato; Ademir, Rogério Lage e Boiadeiro; Roberto Gaúcho, Cleison e Edenílson. Téc.: Pinheiro.
    O Jogo: A primeira partida entre Grêmio e Cruzeiro reuniu muito equilíbrio e muito trabalho para os goleiros. A primeira grande chance do jogo se deu através Dener. O meio-campista tricolor avançou rumo ao gol fazendo fila na zaga celeste, mas chutou fraquinho nas mãos de Paulo César. Em resposta o Cruzeiro acionou Edenílson na lateral esquerda em velocidade, este cruzou para cabeçada certeira de Roberto Gaúcho, mas Eduardo, excepcionalmente, com as pontas dos dedos, impediu o gol do Cruzeiro. O jogo era “lá e cá’. Numa tabelinha entre Dener e Gilson, o Grêmio quase inaugura o placar, mas Paulo Cezar se fez maior. O Cruzeiro novamente respondeu com uma sequencia de dribles aplicada por Boiadeiro que fez fila e lançou Cleison para finalizar, mas era o dia dos goleiros e Eduardo novamente fez belíssima defesa. Já no segundo tempo o Cruzeiro foi melhor, mas Eduardo garantiu o empate. Tudo ficaria para a quinta-feira que sucederia aquele jogo.
    03/06/1993, Quinta-Feira, Final – Volta: Cruzeiro 2 x 1 Grêmio (Mineirão).
    Juiz: Renato Marsiglia; Publico: 70.723
    Cruzeiro: Paulo César, Pulo Roberto Costa, Célio Lúcio, Robson e Nonato; Ademir, Rogério Lage e Éder; Roberto Gaúcho, Cleison e Edenílson. Téc.: Pinheiro.
    Grêmio: Eduardo, Jackson, Paulão, Luciano e Dida (Charles); Pingo, Jamir (Fabinho), Juninho e Dener; Gilson e Carlos Miguel. Téc.: Sérgio Cosme.
    O Jogo: Com o Mineirão lotado o Cruzeiro se fortaleceu. A renda desse jogo ultrapassou os 11 milhões de cruzeiros. E já as 12 minutos do primeiro tempo, o Cruzeiro abriu o placar. Roberto Gaúcho arriscou de fora da área, a bola passou por entre as pernas do goleiro Eduardo, permitindo que a torcida expulsasse o grito de gol da garganta. O gol acordou o Grêmio que ameaçava seriamente a equipe Celeste. Aos 25', ainda da primeira etapa, numa cobrança de escanteio pela direita, Pingo subiu mais que a zaga Celeste e, de cabeça, empatou a partida.
    Uma injeção de animo e garra tomou conta do elenco celeste no vestiário. O Cruzeiro voltou para o segundo tempo e nos primeiros 20 segundos da segunda etapa, em cobrança ensaiada de escanteio, Paulo Roberto cruzou a bola na media para Cleison subir e marcar de cabeça o gol do Cruzeiro. O placar de 2x1 foi magro perto das chances do Cruzeiro no segundo tempo, mas o suficiente para consagrá-lo campeão!
    10-05-12 - 19:20:38 - Sem comentários ainda

    No meio do caminho tinha o América

    Entre as grandes equipes mineiras, uma verdade é válida: Para quem conquista a principal competição futebolística estadual, o nome da competição não passa de Campeonato Rural, mas para quem a perde, dá-se o nome de Campeonato Mineiro. Ou seja, para quem ganha não há prestígio algum, mas para quem perde há inúmeras conseqüências.
    Nas ultimas dez edições do campeonato, o Cruzeiro conquistou sete (Atlético (2) e Ipatinga (1)), porém esses números favoráveis não valem de nada, o peso maior se dá em cima das perdas sofridas, inclusive a deste ano.
    O que dizer sobre os dois jogos, da semifinal, disputados entre Cruzeiro e América? O que esperar desse time para as demais competições? Como comportar-se como torcedor diante do futebol apresentado? Estas são algumas perguntas que o Cruzeirense ficou alimentando em sua mente durante essa semana. Vou tentar responde-las, porém, confesso, sem muita segurança.
    Primeiramente devemos reconhecer o esforço, o empenho, a vontade e a superioridade do adversário nas duas partidas. O Cruzeiro, como meu pai costuma dizer, jogou pedra. Nada dava certo. Vimos uma equipe totalmente perdida em campo, desorganizada, sem comando, sem liderança e sem vontade. A equipe do América enfrentou o Cruzeiro com muita personalidade, envolveu o elenco celeste com um futebol muito simples, porém muito eficaz. No futebol, a palavra justiça não é muito freqüente, porém seu significado se fez presente nesses dois jogos, então, todo reconhecimento ao América.
    Em resposta ao segundo questionamento, sei que muita gente vai ficar na bronca, mas eu não vejo motivos pra se desesperar. Quero deixar bem claro que não estou satisfeito e nem iludido com o futebol do Cruzeiro (ok, Sr. Fernando Rodrigues?), mas acredito numa reação da equipe. Algumas alternativas de mudanças para as próximas competições já estão disponíveis, como é o caso do Alex Silva na zaga e do Souza no meio-campo. Para quem esteve atento nas ultimas partidas, estes dois setores, além das laterais, foram os principais responsáveis pelas derrotas. Além disso, a diretoria afirma reforçar o time para os próximos desafios e a perda do Campeonato Mineiro será motivo de cobrança da torcida para com o elenco. Não estou alimentando falsas expectativas, porém vejo o Cruzeiro como uma equipe que tende a mudar de postura.
    Quanto a nós, Cruzeirenses, cabe-nos a jogar com o time. Não abandonar, não se desesperar, não jogar a toalha. É valido e preciso, cobrar, acompanhar, criticar e pedir as cabeças, mas sem deixar de ser Cruzeirense. Não vai ser uma eliminação de Campeonato Mineiro que irá apagar 91 anos página heróicas e imortais. Pois a diferença entre o Cruzeirense para os demais torcedores é a seguinte: “As nossas alegrias se dão por nossas conquistas, e as alegrias dos demais se dão por nossas derrotas.”
    Não lamentemos o passado, afinal, temos um penta-campeonato a conquistar!
    “Das Malvinas ao Suriname, Cruzeiro Sempre!”
    03-05-12 - 18:58:26 - Sem comentários ainda

    Semana decisiva

    • Cruzeiro x Uberaba – No ultimo domingo o Cruzeiro venceu o Uberaba pelo placar de 3x2, de virada. A Equipe Celeste, apesar da má atuação em campo, conseguiu um resultado positivo diante do adversário. Com a vitória, o Cruzeiro terminou a primeira fase do campeonato na segunda colocação, atrás do seu maior rival, o Clube Atlético Mineiro. A diferença entre estas duas equipes se resume em apenas um ponto na tabela de classificação, já que o Galo empatou na ultima rodada.
    Comentários: Jogo ridículo! Tava dando sono. O Cruzeiro entrou totalmente displicente na partida, poupou alguns dos seus principais jogadores e foi a campo com um monte de promessas frustradas. Em colunas passadas, eu já havia alertado sobre o Fábio Lopes. Em sua primeira oportunidade o atleta foi desastroso. Nunca vi um futebol tão feio em toda minha vida. Tomara que seja aquela velha historia de “falta de entrosamento”, pois do contrário estamos perdidos.
    Apesar da má atuação, foi um bom resultado, afinal, vencemos e mantivemos a sequencia de invencibilidade. Agora é partir pra próxima fase e defender o título, que atualmente é nosso.
    • Semifinais - Terminada a primeira fase do presumível Campeonato Mineiro, os confrontos entre América x Cruzeiro e Tupi x Atlético marcam o início da 2ª fase. Apesar da péssima qualidade de todo o campeonato, as duas próximas fases (semifinal e final) tendem a ter um nível mais acentuado pelo fato de haver disputa direta pelo título além da rivalidade que acompanha as equipes. Não vejo o Cruzeiro como favorito assim como não vejo nenhuma outra equipe. Os números de Cruzeiro e Atlético são bem parecidos e nas condições do campeonato não há um destaque maior entre estes dois times. Mesmo acreditando que o elenco do Cruzeiro tem mais qualidade, devido alguns jogadores (Fábio, Montillo, Roger...), o Galo vem de uma campanha empolgante e o América, não podemos esquecer, é sempre uma pedra no caminho da Raposa, porém a meta é única: Ser Campeão independentemente das circunstancias.
    • Copa do Brasil- Depois de empatar o duelo contra a Chapecoense-SC pelo placar de 1x1 no jogo de ida, o Cruzeiro defendeu ontem a sua vaga nas oitavas de final na Arena do Jacaré. Como escrevi esta coluna antes do jogo, acredito que a classificação tenha ocorrido com naturalidade e arrisco um palpite: Goleada Celeste, 5x0!
    “Das Malvinas ao Suriname, Cruzeiro Sempre”
    19-04-12 - 16:43:44 - Sem comentários ainda

    Ê 6a1o! Não foi dessa vez...

    Se o massacre por 6 a 1 na ultima rodada do campeonato brasileiro ainda estava entalado na garganta do sofredor atleticano, este continua imóvel e sem muitas chances de sair desse estado. O empate entre Cruzeiro e Atlético, no ultimo domingo pelo placar de 2x2, não foi o melhor resultado para a Equipe Celeste, mas pode ser comemorado pelas circunstancias do jogo.
    Vagner Mancini, a meu ver, escalou mal a equipe ao entrar com três atacantes. Apesar da formação 4-3-3 ter funcionado em jogos anteriores, creio que não é a opção mais inteligente para se escalar a equipe perante a um adversário que detém um setor de meio-de-campo mais denso. O que se viu no primeiro tempo foi uma grande posse de bola do adversário que ameaçou seriamente a Equipe Celeste a saiu da etapa inicial com o placar amplamente favorável de 2x0.
    Já na segunda etapa o Cruzeiro conseguiu equilibrar a partida, não digo que foi melhor que o adversário, que ainda ameaçava seriamente o gol Celeste, mas foi mais eficiente que este. Mancini conseguiu perceber e corrigir o erro cometido no primeiro tempo, Roger, “O Depenador”, e Everton ao entrarem no jogo preencheram o meio-campo e deram mais qualidade à partida, permitindo que o Cruzeiro chegasse ao empate com dois gols de Anselmo RaMonstro, que por falta de capricho, não alcançou as redes do Renan Frangueiro três vezes.
    Resumindo: De um lado estavam elas, loucas e descontroladas jogando tudo que sabiam para tentar resgatar o pobre sofredor na arquibancada que foi embalado pelo sonho de vingança (coitados!). Do outro lado estava a raposa cautelosa, esperando o melhor momento para dar o bote, observando a galinha ciscar no lixo, permitindo que esta se sinta a dona do território, mas de repente: Créééééooooo!! Acabou o sonho e tudo voltou à realidade. O torcedor que se empolgava no primeiro tempo foi deixando o estádio aos poucos e a choradeira no “Seu nome e seu Bairro” da Itatiaia teve mais um capítulo hilário.
    Na semana passada meu amigo da coluna aí do lado havia escrito em seu espaço os seguintes termos: “(...) que os jogadores do “outro” lado reconheçam que estão jogando contra o maior de Minas, o Sr. das Gerais” . Pois é meu Caro, creio que não foi o jogo que vocês esperavam e pra falar a verdade, não foi o jogo que eu esperava, mas o certo é que o troco não aconteceu e pelo que vimos não vai acontecer. O que se viu em campo foram duas equipes distintas: Uma jogava pela reconquista da honra perdida diante do Soberano. A outra jogou “pro gasto” e não precisou mais do que isso pra provar quem é que manda, quem realmente é o Senhor das Gerais. Existe uma supremacia e uma hierarquia que deve ser revista e respeitada dentro do futebol Mineiro e se realmente o posto de “Senhor das Gerais” tem um ocupante, este não é o Clube Atlético Mineiro!
    “Das Malvinas ao Suriname, Cruzeiro sempre!”
    12-04-12 - 19:14:53 - Sem comentários ainda

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