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Em meio à violência presenciada por todos nos dias atuais, compartilho com você, leitor, palestra realizada pela Psicóloga Edina de Paula Bonsucesso sobre o limite na educação dos filhos. Apresento algumas considerações escritas em seu livro “Afeto e Limite”. “Limitar é ensinar a tolerar frustrações. É prevenir para que no futuro, uma dificuldade qualquer não se transforme em uma barreira intransponível. Se você satisfaz a todas as vontades de seu filho, ele esperará que, pela vida afora, as demais pessoas ajam de forma idêntica .”E a vida não é bem assim... “Dizer “sim” quando possível e “não” quando necessário – eis a melhor forma de ser amigo dos filhos. Os pais que não estabeleceram limites na infância e desejam fazê-lo na adolescência, o melhor é começar tendo uma boa conversa com os filhos. É importante explanar as modificações e revisões que planejaram introduzir na vida familiar. A partir desta atitude tudo fica mais fácil... Mas por que os pais não colocam limites nos filhos? Muitos casais por terem uma visão romântica da maternidade/paternidade, canalizam toda a sua energia para os filhos, deixando totalmente de ter vida própria. Há também os que têm dificuldade de se separar do filho. A criança está crescendo mas continuam fazendo tudo para o filho, impedindo a liberdade e independência . Não conseguem fazer o corte simbólico do cordão umbilical. Há pais que têm marcas amargas em sua história de vida , e querem que com seus filhos seja diferente. E por isso caem no extremo de darem tudo à criança, e nunca repreendê-la. Há também os pais que querem ser confidentes/amigos dos filhos e se esquecem que seu papel é outro. Há ainda as mães que trabalham fora e pais que perderam a guarda do filho e que para compensar acabam não colocando o limite. Agora aí vão algumas dicas de como colocar o limite em seus filhos:
- fazendo com que tenham direitos e deveres; - estabelecendo, à medida que crescem, mais e novas tarefas que lhes mostrem que a família os considera capazes de assumir responsabilidades; - fixando limites sempre que necessário, mas apenas então; - ouvindo suas opiniões e consultando-os sobre algum problema que esteja ocorrendo na família; - chamando-os a colaborar toda vez que a família se envolver em causas sociais.
Outro lembrete importante é os pais cumprirem o que prometeram, serem carinhosos e expressarem seu afeto.” Eis pontos fundamentais na formação de nossa crianças!
10-05-12 -
19:35:12 -
A separação de um casal é algo complexo, gera dores emocionais, e acontece com a intenção de melhorar a vida de todos, embora no início seja algo desagradável. As transformações são saudáveis na vida das pessoas, mas no momento em que acontecem incomodam. Mas é algo a ser superado. Emocionalmente é um processo que não acontece de forma rápida. As elaborações emocionais ocorrem com o decorrer do tempo. Ao iniciar um relacionamento as expectativas são sempre otimistas e muito grandes, o que atrapalha as relações e torna os rompimentos mais difíceis. A vida é da ordem do imprevisível e expectativas demais em relação a qualquer assunto não é saudável emocionalmente. Torna as pessoas rígidas, com dificuldade em flexibilizar. Fazer planos e ter metas é diferente de criar expectativas excessivas. O casamento envolve questões familiares, financeiras, sociais, afetivas, emocionais. São muitos os planos. E em meio a todas essas questões vêm os filhos. Em casos de insucessos nas relações entre o casal, ocorre dos filhos demandarem uma maturidade e equilíbrio que diante da separação e das expectativas frustradas os pais muitas vezes não tem para oferecer. E se eles não têm e os filhos precisam, há uma lacuna a ser preenchida. Tem que buscar em alguma fonte força e equilíbrio. Algumas pessoas apresentam mais dificuldade que outras e isso é muito singular.
Os filhos precisam que haja comunicação entre os pais. E precisam saber que a mudança gira em torno da separação do casal, mas o pai continuará a ser pai e a mãe também, apesar de serem ex-casal. Essa segurança oferecida aos filhos é essencial para a saúde emocional da criança/adolescente. Outra referência básica que os pais devem respeitar é de não falarem mal um do outro na frente da criança. Recentemente foi lançado um livro para orientar os indivíduos diante desse problema: “Manual de Mães e Pais Separados – Guia para a Educação e a Felicidade dos Filhos”, lançado pela Ediouro e escrito por Marcos Wettreich, que passou pela experiência da separação e das conseqüências na vida da família. É uma leitura recomendada. Todo e qualquer especialista na área comportamental recomendará em primeiro lugar essas duas posturas que acabo de citar. De que separação não implica necessariamente em ex-pais e que é extremamente inadequado falar mal de um dos provedores com a criança/adolescente. Livros como esse citado, ajudam através de dicas e lições de experiências, a colocar em ação essas atitudes sadias recomendadas.
O livro fala em etiqueta de comportamento diante da separação. O termo etiqueta faz lembrar que tem que haver respeito tanto no momento de iniciar uma relação quanto na hora do término. Seja no casamento, ou namoro, ou em qualquer outro tipo de relação. Hoje é muito comentado também que o melhor é que o casamento dure “até que a morte os separe”, mas se não houver mais o mínimo de sentimento para mantê-lo, é mais nocivo aos filhos presenciarem brigas e desrespeitos do que passarem pela fase de separação respeitosa dos pais. Todas essas posturas indicadas pelos especialistas devem ser analisadas pelos conjugues, e cada casal vai adapta-las à sua realidade de maneira que puderem e conseguirem, pois cada caso é um caso, mas referências na conduta são muito importantes e apesar de cada profissional utilizar uma linguagem e uma técnica para ajudarem quem vivencia uma separação, a estrutura da fala será sempre baseada nessas dicas aqui relatadas. E caso o casal não consiga adapta-las à sua vida, é obrigação deles procurarem ajuda. Seja na família, ou com um profissional adequado (psicólogo), ou na busca de uma fé fortalecida, etc. Tem que haver novas metas na vida de cada um. Novos objetivos, aceitação, flexibilidade para compreender que nem sempre as expectativas são cumpridas. Inclusive expectativas demais trazem sempre frustrações.
Relacionar é uma arte. Com o parceiro, os pais, amigos, filhos, colegas de trabalho, etc. Separações não são fáceis, mas também podem trazer novas vivências. E filhos precisam de amor, segurança, respeito, afeto e limite. Seja dos pais que estiverem juntos ou não...
26-04-12 -
19:12:06 -
A roupa, o corte de cabelo, o sapato, os acessórios da vestimenta, as cores escolhidas, enfim, o conjunto destes artefatos compõe a apresentação do sujeito. É uma forma de linguagem não verbal na qual a pessoa se expressa constantemente.
Cada um possui estilo próprio, uma marca pessoal. Estilo “é o que faz uma pessoa única. É o modo de dizer ao mundo “sou singular”. É mais do que uma maneira de se vestir: é um modo de ser, de viver, de agir (a vestimenta irá espelhar isso). São escolhas particulares, preferências, desejos, humores e até mesmo fantasias. São os modos . Não as modas e os modismos. O estilo não tem muito a ver com a moda. Ela passa e o estilo permanece. Ele manifesta a identidade social e sinaliza de que modo a pessoa quer ser tratada” (Curso “Sua Imagem é Você”- Senac).
A globalização e a modernidade trouxeram flexibilidade e criatividade às pessoas. Passamos informações preciosas sobre nós mesmos de acordo com o estilo de roupa que usamos. Cuidar de si, da imagem, do corpo e da alma é hoje quase tão importante quanto investir em cursos e em formação profissional. Mas é importante usar o bom senso e saber que cada ambiente pede uma determinada postura. É necessário saber adaptar o estilo às ocasiões. Esta sensibilidade também “fala” sobre a personalidade do sujeito, e o seu grau de percepção do ambiente em que está inserido.
O mercado de trabalho está cada vez mais seletivo e é necessário que se saiba em que tipo de lugar, com quem e para quem o indivíduo trabalha. Um funcionário de banco se veste mais formalmente do que outra que exerce sua profissão em um estúdio musical. Ao se dirigir a uma entrevista para emprego, ser discreto e clássico, não abusando de roupas justas, coloridas demais, curtas em excesso, é uma boa dica.
O marketing pessoal, que significa comunicar ao mundo uma imagem positiva acerca de si mesmo, prega este princípio do bom senso e da flexibilidade. Muitos pensam que possuem seu estilo e que o outro é quem deve se adaptar e, com isso, acabam por perder a autocrítica. Por exemplo, na entrevista para emprego, o candidato estará se apresentando ao entrevistador, não apenas com o que diz, mas também através de sua persona.
Persona é um termo da Psicologia Junguiana que significa “ a forma pela qual nos apresentamos ao mundo. É o caráter que assumimos; através dela nós nos relacionamos com os outros. A persona inclui nossos papéis sociais, o tipo de roupa que escolhemos para usar e nosso estilo de expressão pessoal. Este termo é derivado da palavra latina equivalente à máscara. Nos dramas gregos, as máscaras dos atores, audaciosamente desenhadas , informavam a toda a platéia , ainda que de forma pouco estereotipada, sobre o caráter e as atitudes do papel que cada ator estava representando. Ao paquerar, a persona é algo que no inconscientemente, as pessoas se baseiam. A persona do outro atrai ou repulsa.
As relações interpessoais são permeadas pela persona. No ambiente de trabalho, no amor, nas amizades, etc. Cuidar de si, observar o estilo pessoal e adaptá-lo aos ambientes, ter consciência dessa inter-relação entre imagem e personalidade, são sinas de inteligência emocional , o que só pode trazer benefícios. Tornar consciente o inconsciente, é sempre reflexo de evolução e crescimento. (Informações sobre a persona retiradas do livro “Teorias da Personalidade” - James Fradiman e Robert Frager)
29-03-12 -
18:32:10 -
A incompatibilidade entre o prazer de fumar e a razão do quanto é um ato nocivo à saúde faz com que pensemos que evitar os primeiros tragos seja realmente o ideal. Mas como no mundo real o ideal nem sempre é possível, vamos comentar sobre os métodos, técnicas e dicas para quem deseja parar de fumar. O primeiro passo é desejar, querer. É um processo que consciente ou inconscientemente passa por estágios. No estágio de pré-contemplação o indivíduo não pensa em parar; no estágio de contemplação o indivíduo reconhece que precisa parar, mas possui sentimentos ambíguos em relação ao assunto. Deseja e não deseja ao mesmo tempo; no estágio de determinação o indivíduo já está tentando de alguma forma parar de fumar; no estágio de ação o indivíduo já parou de fumar. Sem o real desejo não há possibilidade de sucesso na tentativa.
O Ministério da Saúde possui um programa para ajudar aos que desejam parar com o vício, que é executado pelas Secretarias de Saúde dos Municípios. Em Caeté são realizados Grupos na Saúde Mental de Caeté. Nesses encontros realizados por psicólogos e /ou profissionais da saúde preparados para tal trabalho são enfocados vários aspectos de ordem emocional, fisiológica, comportamental. Quanto aos métodos para nortearem a decisão de cessar o uso, um primeiro a ser citado é o da parada abrupta. Ocorre quando o indivíduo resolve e para de fumar a partir de um momento determinado. Esse método é o que apresenta maior número de indivíduos bem sucedidos na tentativa. O outro método é a parada gradual, que ocorre aos poucos. Mas a orientação dos estudiosos sobre o assunto é que nesse método não se gaste mais do que duas semanas no processo para não se tornar uma forma de protelar e de não parar de fumar. Na parada gradual existem duas maneiras: a redução e o adiamento.
Na redução fuma-se a cada dia um número menor de cigarros, segundo um planejamento. E no adiamento, que consiste em adiar a hora na qual se começa a fumar por um número de horas predeterminado a cada dia, sem preocupação com o número de cigarros. O foco nesse caso é o horário, até a sua data de parar de fumar. É interessante participar do grupo oferecido por exemplo em Caeté na Saúde Mental, pelo fato do indivíduo receber um acompanhamento semanal, compartilhar com outras pessoas os sucessos e os desafios da proposta, saber que há um local e pessoas ligadas pelos mesmos propósitos. É muito eficaz e interessante quando pessoas unidas pelo mesmo objetivo se unem. Há mais força inclusive energética. Cada pessoa possui um processo e um momento que conduzem a parada do uso do cigarro. É muito singular, particular. Depende de todos os outros processos do mundo interno, da psique de cada um.
Às vezes parece que a decisão veio de um momento para o outro, mas na verdade foi fruto de todo um histórico, provavelmente inconsciente. Há um ditado que diz que ao bater o martelo na pedra pela centésima vez a pedra se partiu. Mas não foi a centésima martelada a responsável e sim as noventa e nove somadas à última e derradeira martelada. Assim também acontece em relação ao tabagismo. Há um processo de amadurecimento que conduz ao sucesso de parar o uso do cigarro. É tudo muito particular. Por isso é preciso respeitar o processo alheio, e estimular com sabedoria quem deseja parar com o vício. Uma boa ajuda é o incentivo à participação dos grupos.
Boa sorte aos que tem o propósito e até a próxima!!!!
15-03-12 -
18:38:56 -
Medicamentos devem trazer benefícios aos indivíduos, e isso depende da forma como são administrados. Devem ser usados nos momentos adequados, em quantidade correta, por período de tempo necessário, e análise criteriosa desses itens. Além do que, os organismos são singulares e reagem de forma bastante particular aos estímulos recebidos.
Muitos profissionais não tem tempo ou real interesse em conduzir um processo de observação como é necessário. Falta também aos pacientes a paciência e consciência que necessários ao sucesso medicamentoso. Muitos se auto-medicam devido a carência de orientações precisas e responsáveis, por não confiarem nos profissionais, por desespero, falta de noção das conseqüências da auto medicação, e mesmo manipulação da poderosa indústria farmacêutica que vende “milagres” em pequenos vidros.
O resultado dessa realidade é péssimo. Pessoas dependentes, insatisfeitas, doentes. A indústria farmacêutica é poderosa e manipula profissionais da saúde e pacientes a seu favor. Há casos em que o indivíduo demanda apenas tratamento psicológico, não deve tomar medicamento e mesmo assim faz o uso. E ocorre também o contrário. Situações em que o remédio é indispensável, e o paciente resiste em tomá-lo. Surgem então variadas opiniões. Familiares e amigos emitem pareceres diversos e divergentes e o paciente se perde, sente-se sem referência, não sabe o que fazer. Existem os remédios controlados, e essa é uma tentativa que a própria palavra já revela: regular, fiscalizar o uso. São químicas vendidas apenas diante da receita do médico, mas isso infelizmente não garante a inexistência dos equívocos que observamos acerca da questão.
O remédio é uma droga usada na medida correta, em doses exatas das matérias primas e o grande segredo do sucesso dos mesmos não é respeitado nos dias atuais, que é a administração correta, o uso adequado. Outro freqüente equívoco ocorre quando o remédio corta a consequência sem que seja trabalhada a causa da doença (geralmente psicológica). Por isso a interação do tratamento medicamentoso e psicoterápico ser muito eficaz em casos de determinadas doenças principalmente da ordem das neuroses como por exemplo alguns tipos de depressão, síndrome do pânico, transtorno obsessivo compulsivo, entre tantos outros.
Colocar expectativa de que existem remédios mágicos que resolverão definitivamente os problemas não é sensato. A questão psicológica é muito relevante nos problemas como os citados acima. O psicológico desencadeia reações neuroquímicas e a questão passa a ser também fisiológica, o que pode demandar o uso do remédio.
Não faça uso de remédios sem o conhecimento de um profissional de confiança. Há pouco tempo determinado neurologista infantil prescreveu medicamento à criança atendida. Fazia cerca de um ano que analisava a possibilidade de medicá-la, e após todo esse tempo de observação resolveu fazer a tentativa, que foi bem sucedida, associado ao tratamento psicológico. Enfim, a tão falada frase: “ não tome remédio sem o conhecimento do médico” realmente é relevante, assim como escolher criteriosamente o profissional que irá fazer o acompanhamento. Atenção! Se você precisa ou um dia vier a precisar, tomar ou não o remédio de forma adequada será determinante em sua vida...
16-02-12 -
18:20:22 -
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