Apae Caeté

Projeto: “Relações Afetivas - Sexualidade e Responsabilidade”

A transição da infância para adolescência traz implicações significativas ao indivíduo, sua família e o meio em que convive. Sejam indivíduos portadores de necessidades especiais ou não, a adolescência é complexa, implica em mudanças hormonais e de caráter emocional.
Atualmente é desenvolvido na Apae Caeté o Projeto “Relações Afetivas - Sexualidade e Responsabilidade”, destinado a jovens cuidadosamente selecionados de acordo com a demanda existente. É necessário, nessa etapa de vida, orientações e apoio ao jovem e seus familiares. “O jovem com necessidades especiais, como qualquer jovem, passa por transformações que vão desde alterações no corpo até modificações emocionais e sociais. É importante que os adultos orientem, respondam às perguntas de modo esclarecedor, adequado ao nível de compreensão. Alguns jovens com necessidades especiais precisam de mais explicações e atenções para compreenderem o que é socialmente aceito e o que não é. É preciso orientação sobre a gravidez, como ocorre e suas implicações, assim como as doenças sexualmente transmissíveis e os métodos contraceptivos. É também necessário alertar sobre indivíduos mal intencionados, pois podem ocorrer abusos sexuais se o indivíduo se mostra indefeso, inocente, desinformado. É correto auxiliar e apoiar os jovens com necessidades especiais para que possam lidar de forma responsável com sua sexualidade e associá-la a respeito, responsabilidade e afetividade. Importante também é esclarecer aos pais sobre as mudanças ocorridas nessa etapa da vida, assim como ajudá-los no esclarecimento de dúvidas relativas ao tema proposto. Não é adequado falar sobre tal assunto com crianças, adolescentes e adultos quando não houver demanda para isso. Portanto, a seleção dos participantes do Projeto é essencial para que o trabalho seja bem sucedido.
No último dia 15, os alunos puderam esclarecer dúvidas e receber orientações adequadas e importantes do Médico Ginecologista Dr. Gabriel Ferreira Neto, que trabalhou em primeiro momento os alunos e em seguida os pais. Foi extremamente produtivo e importante. Na próxima quinta-feira o Posto de Saúde Ametista, na pessoa da Coordenadora Fátima, estará presente para explicar sobre as doenças sexualmente transmissíveis e os métodos contraceptivos. No dia 19 desse mês, sexta-feira, aconteceu na instituição a “Festa da Família” com muita música, excelente apresentação do Coral Vilela, lindos números artísticos preparados cuidadosamente pelos professores de cada turma. A organização do evento foi realizada com todo zelo pelos profissionais da Apae. É admirável como é um local de afetividade altamente desenvolvida. Um exemplo de esperanças e alegrias!!!

Pessoas com necessidades especiais ou não podem desejar e precisar de: “ - Um amigo: alguém com quem falar, com quem compartilhar coisas importantes; - Certa dose de calor: alguém para tocar e que através de um gesto diga “gosto de você”; - Aprovação: alguma mensagem de outras pessoas que lhe digam algo como “você é legal”; - Afeição: amor e um sentimento de que são amados - Dignidade: alguma comunicação por parte de terceiros dizendo que são pessoas de valor - Formas de “vazão social”: a fim de evitar a solidão; - Satisfação sexual: a necessidade biológica de contato sexual e estimulação”.
25-06-09 - 19:43:17 -

Mudanças no Ensino/Aprendizagem

A evolução e o progresso trouxeram transformações em vários âmbitos, e as estruturas no modelo ensino /aprendizagem sofreram profundas transformações. Em tempos remotos era o vestibular uma forma de selecionar os melhores perfis para alcançarem as melhores oportunidades. Hoje quem faz esse papel de seleção é o mercado de trabalho. É o estudo que gera o aprendizado que concebe profissionais bem sucedidos. É óbvio que o professor é quem oferece as referências para o estudo, mas não nos moldes antigos em que ele era o detentor do conhecimento e estava acima de tudo e todos. Hoje o valor do professor vem do conhecimento associado à sabedoria de oferecer as referências adequadas, transmitir da melhor forma os conhecimentos, mas sabendo que cada indivíduo irá aprender de acordo com sua própria capacidade de vivenciar experiências.
No texto “Pedagogia de Projetos”, Lúcia Helena Alvarez Leite comenta em relação aos Projetos desenvolvidos na escola, que “os conteúdos dos projetos deixam de ser um fim em si mesmo e passam a ser meios para ampliar a formação dos alunos e sua interação com a realidade, de forma crítica e dinâmica. Há, também, o rompimento com a concepção de “neutralidade” dos conteúdos disciplinares , que passam a ganhar significados diversos, a partir das experiências sociais dos alunos.”
É preciso o cuidado de não achar que tudo será interpretativo sem a estrutura de base das matérias, em termos de conteúdo. Aquele conteúdo clássico, com as matérias tradicionais sempre será a base e possui muito valor. Mas achar que o ensino seja apenas isso é algo ultrapassado. O texto de Lúcia cita a perspectiva antiga, que ela chama de compartimentada, e a outra, que ela chama de globalizante e faz as devidas comparações: - “Enquanto na perspectiva compartimentada o enfoque é fragmentado, centrado na transmissão de conteúdo prontos, na perspectiva globalizante o enfoque é globalizador, centrado na resolução de problemas significativos. Enquanto era conhecimento como acúmulo de fatos e informações isoladas, no modelo globalizante é conhecimento como instrumento para compreensão e possível intervenção na realidade. Enquanto o professor é tido como único informante, tendo o papel de dar respostas certas e cobrar sua memorização, na outra perspectiva o professor intervém no processo de aprendizagem dos alunos, criando situações problematizadoras, introduzindo novas informações, dando condições para que eles avancem em seus esquemas de compreensão da realidade. Enquanto antes o aluno era visto como sujeito dependente, que recebe passivamente o conteúdo transmitido pelo professor, no novo modo o aluno é visto como sujeito ativo que usa sua experiência e conhecimento para resolver problemas. Na perspectiva compartimentada, o conteúdo a ser estudado determina o problema. Na nova visão o problema determina o conteúdo a ser estudado. Na primeira há uma sequência rígida dos conteúdos das disciplinas, com pouca flexibilidade no processo de aprendizagem. Na outra a sequenciação é vista em termos de níveis de abordagem e aprofundamento em relação às possibilidades dos alunos. Na primeira, propõe receita de modelos prontos, reforçando a repetição e o treino. Na globalizante, propõe atividades abertas, dando possibilidade de os alunos estabelecerem suas próprias estratégias.
Enfim, é com abertura às novas possibilidades e às mudanças que todos nós aprendemos e aprenderemos cada vez mais. O aluno que espera um modelo antigo de aprendizado vai se surpreender, e os profissionais que não acompanharem a evolução também irão se frustrar. Em compensação, os novos modelos proporcionam evoluções nunca antes imaginadas. Basta olharmos ao nosso redor...
28-05-09 - 19:17:04 -

Mau Olhado: Ficção ou Realidade?

Será que realmente existe o mau olhado? Tema do Programa “Globo Rural” exibido no último domingo, dia 10 de maio, pessoas de vários segmentos intelectuais e sociais falaram sobre o assunto. Foram citadas sete ervas que impedem as energias negativas de circular pelo ambiente residencial. Uma doutora no assunto do cultivo de plantas mostrou quais são e como plantá-las: comigo ninguém pode, espada de São Jorge, arruda, alecrim, guiné, manjericão e pimenta.
Desde pessoas bastante simples a estudiosos, cientistas, indivíduos que acreditam e estudam a tecnologia e se baseiam no reconhecimento científico dos fatos, deram depoimentos de como se protegem contra a inveja e sentimentos ruins que possam ser enviados por qualquer pessoa no convívio humano.
O mau olhado se caracteriza pela passagem de energia negativa de um ser a outro. Observa-se pessoas de todo o mundo, das mais variadas culturas, trabalhando em termos energéticos. No Oriente observa-se a relevância do que é direcionado para o desenvolvimento das questões energéticas. Há a meditação, acupuntura, yôga, reiki, cinesiologia, entre outros. Enfim, trabalhos focados nos chakras (centros captadores, armazenadores e distribuidores de energia existentes no ser humano) . Os descrentes, desinformados, céticos, vivem neste universo sem saber disso, mas captam e ficam abertos a estas influências, como qualquer outra pessoa.
Os mais variados tipos de religião trabalham a energia todo o tempo. Ao orar, o indivíduo entra em contato com a energia positiva que desperta esperança, força, vida. Acontece um resgate nesses sentimentos e assim cria-se um campo energético que gera força. As plantas têm energia (inclusive os Florais de Bach são compostos pela energia das plantas retirada de forma alquímica), as cores têm energia, os alimentos, enfim, é um mundo visível a outro tipo de olhos, diferentes do par que está na face humana. São olhos invisíveis, não palpáveis. É uma questão de abertura e inteligência espiritual perceber essas forças. Mas como impedir que as energias negativas alcancem nosso campo energético?
São várias as maneiras de lidar com a questão. Como já citamos, o “Globo Rural” explorou a proteção vinda através das plantas. É fato que convivemos com as energias uns dos outros e podemos nos sintonizar ou não. A conexão espiritual com a divindade, a oração, a fé são essenciais para estarmos protegidos contra esse tipo de situação. Quando o indivíduo toma consciência dessas forças, se torna mais livre na medida em que pode absorver o que há de bom e barrar o que não lhe convier. Há os que espontaneamente tendem a esse movimento. Há os que demandam trabalhar muito para isso e os que infelizmente captam os fluidos negativos e geralmente não têm consciência.
Energia é tudo. Somos nós. Ao levar a mão ao interruptor e acender a luz estamos apenas “materializando” o abstrato, canalizando e transformando em claridade. A física é uma ciência que explora a questão da energia. Tanto a física quanto a filosofia, a psicologia, a medicina antroposófica, as religiões, entre outras, são abordagens que levam em consideração a força e o poder da energia. Tudo é energia. Estarmos atentos a isso faz toda a diferença. Muda as concepções sobre o existir. Torna a vida mais consciente e portanto melhor...
14-05-09 - 20:20:00 -

Crianças Abandonadas Pelas Mães

A figura materna exerce papel fundamental na saúde emocional de um ser humano, juntamente às demais figuras familiares, paternas , fraternas. Dessas primeiras relações advém as experiências que oferecem a base de todas as outras relações interpessoais. No entanto, a vida é fluida e infinitas são as possíveis surpresas que pode trazer a um ser humano. Foi com esse enfoque que a Psicanalista Regina Teixeira da Costa escreveu na coluna “Em Dia Com a Psicanálise”, Jornal Estado de Minas, no dia 18 de janeiro desse corrente ano, a reportagem “Coragem e Superação”.
“ A princípio... a teoria psicanalítica atribuiu aos limites da função materna ou a seu fracasso o adoecimento psíquico do filho. Depositou sobre os ombros dela toda a responsabilidade pelas conseqüências da criação, esquecendo-se de que a adoção realizada pelo pai, é fundamental para que a criança seja reconhecida, registrada e valorizada. ...Hoje a Psicanálise reconhece a ausência da função paterna tão danosa quanto a colocação da criança como parceira exclusiva da mãe.” E a escritora aborda então que nem sempre crianças com estruturas difíceis necessariamente se saem mal na vida. “... ninguém pode prever o futuro daquele bebê abandonado na Lagoa da Pampulha. Mas sabemos que muita gente sofrida deu certo na vida”.
“A minissérie sobre a cantora Maysa (exibida pela Rede Globo no início do ano) macula o sagrado e idealizado do amor mãe-filho. Todos somos filhos de uma mãe biológica, imprescindível até o nascimento. Depois de nascidos, se houver alguém eficiente em seu lugar, sobrevivemos. Qualquer pessoa pode fazer a maternagem, e, depois de adultos, precisamos nos tornar psicologicamente independentes da mãe”. “Jayme Monjardim, filho da cantora e diretor da minissérie, apesar do sofrimento causado pela ausência de Maysa, não ficou impedido de chegar onde chegou. Ele tinha um bom pai e avós que cuidaram dele em seus primeiros anos, antes de ir para a Europa com a mãe e morar no internato na Espanha onde estudou dos 8 aos 17 anos”.
Ao presenciar uma criança crescer sem a presença da mãe biológica, ao invés de se perceber repleto de compaixão como tantas pessoas fazem, transforme esse dó em ondas pensamentos (que gerem sentimentos, pois não basta pensar, é necessário sentir) tais como “é possível sobreviver, transcender e vencer”. Os preconceitos aparecem sob variadas nuances, às vezes sutis e sempre cruéis. Mas existem forças maiores e que muitas vezes surpreendem, e mostram que os preconceitos refletem sentimentos e pensamentos equivocados, que cairão por terra algum dia, em algum momento...
30-04-09 - 20:19:55 -

Alienação

Neste momento global em que presenciamos inúmeros desafios para que o ser humano vivencie de forma menos traumática possível o “estar no mundo” , o “construir sua história pessoal e coletiva”, nos ocorrem vários questionamentos e reflexões. Compartilho com você, caro leitor, interessantes pensamentos escritos no livro “Filosofando”, para que possamos continuar construindo nossa história de forma mais consciente e portanto mais promissora.
“ Há vários sentidos para o conceito de alienação. Juridicamente, significa a perda do usufruto ou posse de um bem ou um direito pela venda, hipoteca etc. Nas esquinas vemos cartazes de marreteiros para os motoristas: “Compramos seu carro, mesmo alienado”. Em outro contexto, referimo-nos a alguém como “alienado mental”, querendo, com isso, dizer que tal pessoa é louca. A alienação religiosa aparece nos fenômenos da idolatria, quando um povo “constrói” ídolos e passa a se submeter a eles. Rousseau diz que a soberania do povo é inalienável, isto é, pertence ao povo que não deve outorgá-la a nenhum representante, mas deve ele próprio exercê-la. Na vida diária, chamamos alguém de alienado quando o percebemos desinteressado de assuntos considerados importantes, tais como questões políticas e sociais.
Em todos esses sentidos, há algo em comum: no sentido jurídico, perde-se a posse do bem; na loucura, perde-se a razão, e o louco perde o controle de si; na idolatria, perde-se a autonomia; na concepção de Rousseau, o povo não deve perder o poder; o homem comum alienado perde a compreensão do mundo em que vive e torna alheio à sua consciência um segmento importante da realidade em que se acha inserido."
Alienar é portanto abrir mão do que está colocado. É não inserir, não mergulhar, não abarcar, não ver, não olhar. Nas reflexões do livro o capitalismo é citado como alienante, pois "determina a intensificação da procura do lucro e confina o operário à fábrica, retirando dele a posse do produto".
Não há como negar a necessidade retirar a “cortina de fumaça” que encobre os nossos olhos de vermos os desafios profundos do mundo moderno. Não há como nos alienarmos, continuarmos alheios, a observar os pontos a serem melhorados, sem agir nesse sentido. Sempre existiram no mundo diferenças sociais, violências, coerções dos mais fortes contra os mais fracos. No entanto, com visão crítica, observações, análises, estudos sobre o que ocorre ao nosso redor, e atitudes coerentes com as conclusões a que chegamos, poderemos avançar satisfatoriamente na evolução dos acontecimentos. Visão crítica, advinda da vontade de perceber, eis o caminho para tantos impasses existentes nos dias de hoje...
Aranha, Maria Lúcia de Arruda – “Filosofando – Introdução à Filosofia” – São Paulo, Moderna, 1986.
02-04-09 - 20:56:22 -

Dicas aos Pais – Crianças e Computadores

“As coisas não são boas nem más, por si sós. É o uso que delas se faz que pode ser positivo ou negativo”. No livro “Encurtando a Adolescência” Tânia Zagury conduz a reflexões importantes relativas à utilização do computador pelas crianças e adolescentes.
Segundo ela é fundamental estabelecer regras e limites para evitar o exagero e o mau uso. “ No caso da internet, por exemplo: ela pode ser um meio auxiliar fabuloso para nossas crianças tornarem-se mais interessadas e motivadas para o estudo, a pesquisa, a atualização de informações. Porém, se a criança ou jovem só navega em sites eróticos, se fica a noite inteira acordada em chats, escrevendo e recebendo mensagens grosseiras ou degradantes, e, no dia seguinte não consegue manter os olhos abertos nas aulas, então estamos simplesmente colhendo os frutos da má orientação no uso do instrumento.”
“ Estabeleça com seus filhos, desde o início, regras para a utilização da internet. Internet tem que ter limite de horas de uso diário, tanto para crianças como para adolescentes. É inadmissível achar que uma menina de 12, 13 anos pode ficar até as quatro ou cinco horas da madrugada “batendo papo” pela internet, perdendo horas preciosas de repouso simplesmente porque os pais acreditam quando ela afirma que “todos os amigos fazem assim”. Não podemos nem devemos temer esse tipo de chantagem. Se a acolhemos, é sinal apenas de que estamos inseguros, sem diretrizes educacionais claras, ou talvez não tenhamos realmente percepção do quanto estamos deixando a competitividade da sociedade nos controlar. Não queremos ficar “atrás” de nada nem de ninguém. Talvez isso explique por que funciona tão bem a afirmativa de que “todos fazem, todos deixam”... Encontra eco, encontra ressonância nos nossos próprios medos. Se temos certeza de que uma hora por dia é suficiente para internet, então façamos um acordo desde o início: antes de contratar um provedor, avise logo seus filhos de quanto tempo eles disporão para utiliza-la. Assim, estaremos dando o que eles querem, deixando que se familiarizem e utilizem um meio de comunicação que lhes será útil profissionalmente no futuro, mas sem os exageros que podem conduzir a problemas”. Muitos pais inocentemente ou por falta de domínio do assunto acham “bonito” seus filhos estarem utilizando com tanta dedicação o computador, enquanto na verdade eles podem estar sendo influenciados negativamente. O que não quer dizer que o computador não seja uma importante ferramenta utilizada no mundo moderno. É importante orientar, dialogar, alertar que existem pessoas que “se utilizam da web para divulgar idéias preconceituosas, racistas, outras que divulgam idéias distorcidas sobre sexo, que existem pessoas com desequilíbrios emocionais ou sexuais”, etc.
Em entrevista concedida ao Jornal “Vida Integral” Valdemar S. Setzer, do Departamento de Ciência da Computação do Instituto de Matemática e Estatística da USP, comenta sobre os efeitos de computadores, videogames, internet e televisão para quem ainda está em fase de formação. A entrevista é fantástica. Quem se interessar acesse o site http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/entrev/vidainteg.html .
Vale a pena conferir!!!
19-03-09 - 19:14:46 -

Envelhecer Bem... (Vivescer...)

Caro leitor, compartilho com você interessantes visões sobre a 3ª idade, o avançar do tempo. Virgínia E. S. Martins Costa, Psicóloga e Gestalt Terapeuta, aborda o tema no trabalho “Vivescendo”, apresentado em curso destinado a estudantes e Psicólogos. Seguem as reflexões:
“A filosofia tem ensinado que as pessoas são mais afetadas pelas suas opiniões sobre as coisas do que propriamente pelas coisas mesmas. Com base nisso pode-se afirmar que envelhecer é aprender uma outra forma de se viver. No fluxo do existir os acontecimentos vivem mudando de sentido, passando até mesmo de um significado para o seu oposto. O que era ignorado passa a ter um significado com o conhecimento. Enfatizamos o envelhecer como mais uma etapa que possui suas especificidades. As pessoas não envelhecem todas da mesma maneira. A partir dos fatores genéticos que determinam muito do processo, é preciso realçar que não é igual o envelhecer no feminino ou no masculino, ou no seio da família, casado, solteiro, viúvo ou divorciado, com filhos ou sem filhos, no meio urbano ou no meio rural, na faina do mar ou na intelectualidade das profissões culturais, no seu país de origem ou no estrangeiro, ativo ou inativo”.
Muitas didáticas têm surgido para serem trabalhadas com a 3ª idade e uma delas se refere às sete dimensões existenciais (que servem de referência para reflexões não só para a terceira idade, mas para todas as fases e idades da vida). Segundo Romero, em seu livro O Inquilino do Imaginário, as sete dimensões existenciais são: a dimensão corporal (imagem corporal e aspecto primário da consciência de si), a interpessoal (o juízo do outro como fator do próprio juízo), a da práxis (a consciência de si por via da atividade e fonte de contato com habilidades e poderes pessoais que interferem na auto estima), axiológica (valores internalizados de acordo com o grupo de inserção), a motivacional (vetor e tendências que orientam o sujeito como fonte energética), espaço temporal (percurso histórico biográfico ao longo do qual se constitui a trama da identidade), afetiva (a consciência dos atributos pessoais em forma de constantes afetivas). Um idoso que possui a chance de refletir sobre esses aspectos de sua vida, principalmente quando trabalhados em grupo, certamente terá uma qualidade de vida diferenciada.
Inauguramos em Caeté, no dia do aniversário da cidade, mais um “Centro de Convivência para Idosos”. O setor da terceira idade é um segmento de mercado fértil, e quem lucra são os idosos, pois os trabalhos e os recursos vão progressivamente aumentando, ainda que muito devagar, como podemos observar aqui no Brasil. Mas, aos poucos, idéias em relação às melhores formas de lidar com a questão surgem e a realidade se transforma devido à pressão da demanda existente. Um geriatra em Caeté é algo imprescindível e, certamente, em futuro próximo, uma realidade. O idoso de hoje possui mais oportunidades. Na palavra de Binswanger “existem três aspectos simultâneos do mundo, que são: o circundante, que requer adaptação e ajustamento, o humano, que se concretiza na relação ou nas influências recíprocas entre as pessoas, e o próprio que se caracteriza pelo pensamento e transcendência da situação imediata.
É preciso trabalhar esses aspectos de forma respeitosa mas com ações voltadas a esses tópicos. Isso exige do idoso a capacidade de criar. A criatividade é uma saída que o ser humano possui (em relação a qualquer desafio, problema, inclusive o da idade) e tem que exercer em todas as etapas da vida. O mundo de hoje explora com mais abertura essa saída e essa exigência. Sim, exigência, pois a criatividade é condição ímpar para o êxito e superação de qualquer desafio. Enquanto existir vida existe a possibilidade de criar. E enquanto a possibilidade de criar for real e estimulada existe a esperança da superação dos mais variados desafios.
05-03-09 - 23:59:00 -

Sem Medo de Dirigir

O medo é um sentimento que a princípio parece negativo, pesado, ruim. E realmente ele se torna assim quando é exagerado, irracional e o indivíduo não possui controle sobre suas emoções. Mas há pontos positivos. O medo faz com que diante do perigo iminente a pessoa recue e se afaste do que a ameaça. [Leia Mais!]
19-02-09 - 17:11:09 -

Um Mundo Invisível

Em meio às crenças populares estão o mau olhado, a macumba, os despachos. Eles se caracterizam pela passagem de energia de um ser a outro através da transmissão da força do pensamento e de rituais que envolvam esta força. Observa-se pessoas de todo o mundo, das mais variadas culturas, trabalhando em termos energéticos. [Leia Mais!]
26-12-08 - 09:29:30 -

A Natureza Como Mestra

A natureza oferece profundos ensinamentos ao homem. Basta que ele a observe (se você quer que o sol entre em sua casa, abra a janela). Veja esta parábola do Mar da Galiléia: [Leia Mais!]
11-12-08 - 19:38:46 -

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