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Agressividade nas Crianças
A criança que apresenta comportamento destrutivo, hostil, desagradável, possui certamente sentimentos de insegurança, desajuste interno, ansiedade, falta de referência. São crianças que possuem dificuldade em expressar o que sentem, ou têm medo e insegurança em manifestar-se verdadeiramente. Então o mundo interno emerge, é expresso, em forma de agressão. Canaliza sua força e energia através da agressividade, pois é o que consegue.
Existem vários canais para que as emoções (boas e ruins) sejam expressas. A lágrima, o riso, a raiva, a agressão, o beijo, etc. “Clark Moustakas, em seu livro Psicoterapia com Crianças, descreve a criança perturbada dizendo que com frequência é motivada por sentimentos indiferenciados de medo e ira. Seu comportamento pode revelar hostilidade em relação a quase tudo e todos.
Pais e professores geralmente partem do pressuposto de que um distúrbio na criança provém de uma fonte interna específica – que algo definido dentro dela faz com que aja desta forma, mas geralmente é o meio ambiente que perturba a criança. Ela é provocada pelo ambiente e não pelas suas dificuldades internas. O que lhe falta internamente é habilidade para lidar com um ambiente que a deixa com raiva e com medo.” Crianças nessa situação “pedem” socorro. Estão retornando para o mundo o que ele está trazendo, pois ainda não possuem os conhecimentos e vivências que possibilitem uma reação diferente. Mas as crianças, quando ouvidas e compreendidas, se transformam, melhoram. Às vezes é preciso a ajuda de um profissional, um terceiro que possa auxiliar a família para que a mesma compreenda o que acontece e consiga se articular para mudar a postura com a criança e melhorar o que for preciso . A linguagem da criança é simbólica. Ela passa as mensagens para os pais e o mundo com suas atitudes, comportamentos, forma de lidar com os desafios, perdas, ganhos, alegrias e tristezas. Crianças ensinam muito aos adultos. Lidar com crianças exige a habilidade e observação. Quando ainda não falam, os pais têm que “adivinhar” porque choram. Se é fome, dor, ou algum outro tipo de incômodo. Caso apresentem um tipo de comportamento agressivo, os adultos ao redor devem se perguntar o que pode haver no ambiente que possa causar tal reação. Ao receber afeto e limite, a criança aos poucos organiza suas emoções. A importância desses dois elementos associados, o afeto e o limite, está presente em tudo que diz respeito à vida de uma criança. Não só de limite como fazem muitos pais e professores. Precisam de compreensão, diálogo, de acordo com sua idade (adultos às vezes tratam crianças como adultos). Segundo Violet Oaklander “Os adultos não gostam do tipo de comportamento agressivo. Tal conduta tende a destruir a situação social na qual nos sentimos mais à vontade na nossa cultura”.
Outro item importante a ser observado é a questão do rótulo. Reclamar com a criança ou da criança, sempre se referindo a ela como agressiva é uma forma de reforçar esse comportamento. Qualquer criança precisa de atenção, compreensão, carinho. É bom lembrarmos: ela devolve ao mundo o que recebe dele...
Artigo baseado no livro ”Descobrindo Crianças”, Violet Oaklander

postado às 17:39:28 de 11-11-10 - Leia todas as notícias de General ****

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